20220824

Root Letter

Este jogo tem um sabor especial para mim:
Foi o primeiro jogo que jogamos na nossa casinha! (algures em 2017 na PS4, na sala)




É um visual novel lançado em 2016 pela Kadokawa Games e passa-se em Matsue capital de Shimane Prefecture. 

É o primeiro da série Kadokawa Game Mystery brand, seguido de Root Film, em 2020.

Em 2019 foi re-lançado com o título Root Letter: Last Answer, e foi filmado com actores reais. 

É um jogo de mistério e tem múltiplos finais, mas apenas vi um deles.

Lembro-me que o jogo tinha um bug no inicio, em que era suposto falarmos com a mascote de Matsue, Shimanekko, mas algo correu mal (não me lembro o quê) e falamos para o vazio. Foi super confuso. 


No geral gostei do jogo! 
Os cenários estavam muito bem feitos e lembro-me bem do tema musical! 

Deve ser interessante visitar Matsue e comparar os cenários do jogo com as paisagens reais! 

Será que quando encontrarmos o Shimanekko na vida real ele vai bugar? 


PS - Pergunto-me se da próxima vez que ler isto já saíram mais Root's

Deemo Reborn PS4 VR

Comprei este jogo porque gostei das duas personagens principais: uma menina e um ser misterioso.

Ainda por cima estava em VR e era a oportunidade perfeita para experimentar, não era? 
Ponho o jogo na PS4, preparo o VR e... Descubro que preciso do PS move para jogar VR... Que desilusão... Mas nada está perdido, porque o jogo tem a opção de jogar em modo normal. Ufa
(Eu e as minhas investigações...)



Este é um jogo de enigmas e de ritmo (é assim que se diz em PT?) com visuais muito bonitos e misteriosos que acompanha uma menina que não se lembra como foi parar ali aquele sitio.
Gostei muito dos puzzles e enigmas e descobri que gosto de jogos de ritmo.


Aprendi que o nosso corpo tem uma memória física que é impossível de racionalizar, tipo quando conduzimos sem pensar. Por isso talvez mais valha relaxar perante algum stress que pensamos não conseguir resolver... Pk na altura vai rolar (epá, não quero tornar isto lamechas) 



Devo ter jogado isto em 2020 porque foi quando tive com covid que o terminei. 

A história do jogo em si não foi muito forte, e podia estar melhor, na minha opinião, mas tem potencial. Mesmo assim gostei muito do jogo!


Esta capa de trás...


Nunca saiu sem dizer adeus?_?


 

Ihatovo Monogatari

In the winter of 2020 I decided to play this game, released in Japan in 1993 on the Super Famicom. 

I called it a Game, but it is in fact a Piece of art: The story, music, ambience...
And of course it is, because it was inspired by the Stories of Kenji Miyazawa, a Japanese novelist, and the center of the game itself. 

I really loved the Peace and instrospection this game gives, the feeling of passage of time, seen in the sequence of the days in the game. 
Everyday I would talk to the townspeople and Everyday something different was happening. 
This game gives a really peacefull feeling, and has a great message. 





My small tribute to this Awesome game

Atelier Online: Alchemist of Bressisle

Apesar de ter sido lançado em 2018 no Japão, os overseas guys apenas o viram a 8 de Julho de 2021. 

Uma aficionada pela série Atelier, sem ter jogado um único jogo, mas possuindo praticamente toda a franquia, não podia perder esta oportunidade de gastar todo o meu tempo livre num jogo gratuito: o meu primeiro jogo gatcha (e por este andar o único). 



Comecei a jogar desde o primeiro dia, e comecei a perceber a mecânica deste tipo de jogo. As opiniões dividiram-se na Internet, e muitas criticas surgiram... Como foi uma experiência nova para mim, quer em atelier, como em gatcha, enfim, adorei! 






Como não existia praticamente nenhuma informação sobre este jogo na Internet (em inglês), Inscrevi-me no Discord oficial do jogo, onde a equipa responde a questões e dá as notícias. 
Até lançaram um concurso de arte ao qual concorri:


Nota: apenas concorreram 4 pessoas. Conta a lenda que o prémio eram bónus no jogo, mas até este dia ninguém sabe o quê...

Yah... Conversa de mau perdedor... Perdi redondamente e nem um agradecimento às pobres participações deram... O que me deixou um pouco desconsolada... Nem um único cole! ;_; 'descolada' então... (má piada... Péssima piada) 




A arte está simplesmente muito boa:











Os episódios e personagens estavam muito interessantes. Lembro-me de uma história de uma sereia que um dia conheceu um homem muito bonito, e apaixonou-se totalmente por ele. Desde essa altura ela sonha com o reencontro, no entanto, quando descobrimos o homem de quem ela falava, também super apaixonado pela sereia que havia visto, já tinham passado alguns largos anos, o que tornou o reencontro algo dramático. Ela continuava igual, mas ele mais envelhecido, o que fez com que ela o rejeitasse dizendo que não era ele o homem que tinha visto (claro que não... mas sim).
No final termina bem, porque ela decide falar um pouco com ele, e começa a ver para além da memória.



Fiquei completamente viciada neste jogo e todo o meu tempo livre era gasto a apanhar materiais e cumprir com os requisitos diários, obtendo todos os bónus possíveis. Mal acordava, a ir para o emprego, a condu... Não, mal chegava a casa, até adormecer com ele na mão. 


De vez em quando haviam eventos e episódios que se tornavam cada vez mais complexos e difíceis de alcançar... E lembrome do primeiro desafio que não consegui concretizar nos prazos dados... Era completamente impossível para mim derrotar um boss fortissimo que ocasionalmente largava um corno (literalmente um corno que servia para sintetizar qqr coisa)! O meu tempo simplesmente não chegava. Então não consegui concluir aquele evento a tempo... Grande 'descolação'... (eu sei.. 
continua má a piada) 

Ocasionalmente ganhava coles suficientes para tirar um gatcha, o momento mais entusiasmante do jogo!! Mas não saía nada de especial... Claro! Tipo las vegas, prendem-nos com expectativa, gastamos ali suor e lágrimas para no fim ganhar descola... Okok não vou voltar a fazer a piada... Escusado será dizer que não gastei um cêntimo (real) com este jogo... 

Procurei imenso dicas e guidebooks mas não encontrei nada... Por isso fiz o meu próprio!! 

Tada!!! (parece melhor do que é, mas só tem umas receitas básicas e assim...) 

Fiquei num monstro que nunca consegui derrotar... Parece um pudim:



E aí simplesmente parei de jogar, porque o meu progresso e curva de satisfação  foram diminuindo, talvez com o intuito de levar a pessoa a gastar dinheiro nos gatcha... 

A história era muito interessante e hei-de ver como termina um dia. 
Este site tem todo o guião 
Ainda aprendi umas boas lições de vida que entretanto já me esqueci... Mas eram mesmo muito boas... Hmm (é por isso que tenho que ter este blog actualizado...)








A banda sonora é completamente genial e postarei aqui uma foto quando a tiver na mão!! 

Edit: cá está! 


No final de tudo, foi o meu primeiro atelier, um jogo altamente viciante que jogava a todo o segundo, e posso dizer que Foi incrível!!! 






20210922

Recém chegados do Japão

 





CLANNAD (Switch)
CLANNAD Side Stories (Switch)
Phoenix Wright: Ace Attorney Trilogy (Switch)
The Great Ace Attorney Chronicles (Switch)
MISTOVER - Limited Edition (PS4)

20210915

Star Trek: The Next Generation – A Final Unity

Lembro-me de ver na TV, há muitos anos atrás, a série Star Trek: The Next Generation. 

Na altura achava imensa piada ao Geordi e punha a minha bandolete à frente dos olhos para o imitar... só que não via nada... bem, ele também não. 

Fora isso, pouco me ficou na memória, até tudo mudar há uns meses atrás quando o Helder me mostrou a série e ... EXTRAORDINÁRIO!!!!

E foi assim, que decidi jogar Star Trek: The Next Generation – A Final Unity!

Este é um jogo point-and-click lançado em 1995 para o MS-DOS, tinha eu 9 anos e andava a jogar o jogo da Colgate contra o terrível tártato, enquanto o Pickard andava a salvar o Universo...
O guião do jogo foi escrito por Naren Shankar que para além de ser um fã da série também escreveu 9 episódios (https://memory-alpha.fandom.com/wiki/Naren_Shankar)

O jogo tem vários caminhos e as decisões que tomámos influenciam o decorrer da história, e pode dar um de dois finais, o bom ou o mau. No meu caso, devo ter tomado uma má decisão algures e a Almirante Williams do Starfleet fartou-se de me criticar... daí para a frente parece que a Capitã Pentara me ficou com um ódio de morte, literalmente de morte porque quase morreu por minha culpa...

O jogo começa quando 3 fugitivos Garidianos me pedem asilo político enquanto fogem da Capitã Pentara. Segundo eles, a sociedade Garidiana é dividida entre os patrícios (classe alta) e os plebeus (classe baixa), decididos à nascença, criando injustiças sociais. Toda a sociedade se rege por uns pergaminhos dados há imenso tempo pelo Lawgiver, contudo, o 5º pergaminho está perdido, e conta a lenda que continha os direitos dos plebeus.  

Então a nossa missão é ajudar os Garidianos a encontrar este 5º pergaminho perdido, que no momento não passa de um mito!

Conseguimos encontrar uns descendentes que fugiram de Garid e que tinham levado o 5º pergaminho com eles, mas cada um o interpretou à sua maneira e o reescreveu, tentando-nos impingir o seu pergaminho como sendo o verdadeiro. Claro que nós queremos ver o original, a fonte de todos eles, só assim poderemos chegar à verdade. 
Esta premissa é brilhante e faz lembrar exactamente o que se passa com a religião.


Hmm... onde é que eu já vi isto?


Eventualmente conseguimos encontrar o 5º pergaminho, que em vez de restaurar a paz em Garid, leva a uma série de revoltas e mudanças na sociedade que não alegraram a todos.

Entretanto, depois de mais enredo na história, apercebemo-nos que os Romulans estão numa missão suicida para encontrar uma arma mitológica perdida há séculos: o Unity Device.


As raças alienígenas cheias de sentido de humor...
Ah, ah, ah...!


O Unity Device foi um dispositivo criado pelos Chodak, uma espécie pensada extinta há muito tempo.
Há muitos anos atrás, os Chodak eram uma civilização super avançada da qual ainda existem ruinas funcionais actualmente, e conseguiram criar um dispositivo super poderoso com muitas potencialidades. O governo e os militares rápidamente quiseram apoderar-se dele, para conquistar o universo e "civilizar" as restantes espécies existentes. Os cientistas decidiram proteger o dispositivo a todo o custo desse fim, sendo contra a interferência e domínio de outras espécies, querendo apenas utilizar o dispositivo para o bem. Na ausência de acordo, os cientistas decidiram fundir-se com o dispositivo e enviá-lo para o futuro, onde supostamente a sua raça soubesse como usá-lo para o bem universal. 

Na parte final do jogo fartei-me de ver isto, e não consegui chegar ao fim graças a uns bugs e menos boas escolhas (não consegui localizar o dispositivo)... ainda bem que há videos no youtube!


Concluindo, esta é uma história que está ao nível da série e adorava ver um episódio duplo deste jogo!
Foi mesmo muito interessante e inesquecível, com uma história que dá para reflectir imenso.

Foi uma honra fazer parte da equipa!! Obrigada!



20210830

Makai Toushi SaGa

Bom... Este post demorou a fazer!!! (11 anos, segundo o último post onde anunciei que ia falar sobre o SaGa) Posso assegurar que foram anos árduos de investigação...! cof cof  -_-;

Então cá vamos a um pequeno enquadramento histórico, numa altura em que eu tinha acabado de nascer, e já o Japão estava a trabalhar para mim:

Depois do sucesso do Final Fantasy para a NES em 1987, a Square decidiu criar o primeiro rpg para a Game Boy, um jogo portátil que as pessoas pudessem jogar durante as viagens, e cujos tempos de batalha fossem compatíveis com a duração da sua viagem trabalho/casa.
E, assim, em 1989, tinha eu 3 anos, foi lançado o Makai Toushi Saga! 

Segundo as minhas rápidas investigações, uma tradução literal do nome seria Hell Tower:
魔 (ma = Demon) 
界 (kai = wordl) 
As duas juntas dão hell ou world spirits
塔士(toushi = tower) 

Claro que a Square da América deve ter levado as mãos aos céus só de imaginar as igrejas a falarem do terrível jogo Hell Tower que veio do oriente!! Credo! 
Por isso, talvez tenham aproveitado o sucesso do Final Fantasy, que tinha saído na América apenas há 5 meses, e decidiram criar o que seria conhecido por mim como o "Paradoxo Final Fantasy" (inventei agora o nome), e chamar a este jogo The Final Fantasy Legend! Ta-da!

Mas não é tudo! Para além de terem nomes semelhantes na América e serem da mesma empresa, também têm o mesmo compositor: a música do primeiro SaGa foi composta pelo Nobuo Uematsu, sendo alguns dos seus temas reutilizados para os jogos posteriores, como por exemplo o tema da batalha e o prólogo, que foi remixado para os dois SaGa seguintes. Também a música "Heartful Tears" (também conhecida "Wipe Your Tears Away") tornou-se emblemática para a franquia e foi arranjada para 5 jogos posteriores! blá blá blá  ver wikipedia para mais info....

Não sei se desde o Phantasy Star que saiu em 1988 na América, houve mais lançamentos de RPGs... Mas o SaGa está certamente nos primeiros da história! 
 

Agora vamos às minhas memórias!

Bem... posso dizer que gostei imenso... e o final é muito interessante e quebra um pouco a 4ª parede... é um jogo em que temos que subir a uma torre enorme, na qual os andares parecem portas para mundos paralelos, até que conseguimos chegar ao topo e depararmo-nos com o ultimo Boss, o Criador! O início foi difícil, mas assim que comecei a ganhar experiência comecei a safar-me melhor.

É, já não me recordo de quase nada... é como se fosse um sonho na minha cabeça, e é por isso que um dia hei-de jogar a versão que saiu em 2002 para a WonderSwan Color, que parece fantástica!

Vejam só:
 


Entretanto saíram imensos jogos da franquia que parecem super interessantes, e estão na minha lista de jogos (quase infinita) a jogar.

Espero um dia ter mais a contar sobre SaGa!
Até lá!


(que final anticlimático, é como se o próprio Criador tivesse apagado as minhas memórias só para me fazer subir à torre do inferno outra vez... hmm)  


PS - Posto isto, decidi começar a registar as minhas aventuras em jogos aqui neste blog, para não me esquecer delas e lhes dar o mérito que merecem!