20100918

Sa.Ga

Brevemente...

20100829

Faça backups dos seus jogos PSX

Ainda não encontrei esta informação na Internet, por isso partilho convosco aqui. Um dos problemas do pessoal que vive na Europa é não ter jogos de jeito, pelo menos a nível de RPGs. Os melhores estão no Japão e, por vezes, os poucos que escapam para América não são compatíveis com as nossas PS1/PS2, por duas razões: Sistema de sinal e restrição regional. Enquanto aqui na Europa usamos PAL, na América os sistemas usam NTSC, o que faz com que não possamos correr jogos importados da América, mesmo sendo originais. A solução que encontro na net para correr backups de jogos da PSX (em PAL, claro está) é através do "PSXlaucher", um ELF (executável da PS2), que, com ajuda de um CD original da PS1, permite arrancar com cópias de segurança, sem desgastar os nossos originais. ... mas e os jogos importados? As pessoas também querem jogar, sobretudo aquelas que vivem na América, mas compraram a sua PS2 na Europa, quando lá viviam. Não temam, chega aqui três soluções (todas requerem o Free McBoot): SOLUÇÃO 1 ========= o uLacuhelf é um ELF que se assemelha ao Explorador do Windows, mas para a PS2. Uma das capacidades escondidas é permitir o arranque de backups de PSX, tal como o "PSXlaucher" (ULE). Não sei se era a intenção dos programadores, mas o que é certo é que resulta, por isso podem deitar o "PSXlaucher" fora. Basta activar a opção de detecção de CD no ULE (para que este pare de rodar CDs) e fazer o seguinte: 1. Colocar um CD original da PSX (ex: FIFA 99) 2. Acender a PS2 e arrancar o ULE com uma tecla predefinida 3. Quando se entra no ULE o programa pára de rodar o CD original 4. Substituir o CD original pelo CDr do "XPloader 2.0 PAL" (procurem no google) 5. No XPlaucher2.0 vão ao leitor multimédia, carreguem em STOP e o CD irá parar de rodar (nota: só a versão 2.0 consegue parar CDs... e é desta maneira estranha... será um bug?); trocar o cd do xploader pela cópia de segurança que querem jogar, sair do leitor multimédia (com a tecla start) e escolher "arrancar com o jogo". Este sistema funciona com todos os jogos, mas para 100% compatibilidade (velocidade e posicionamento da tela) aconselho a aplicarem patches PAL (usar PAL4U). SOLUÇÃO 2 ========= Esta solução é a mais rápida e confortável, mas infelizmente não se pode aplicar a todos os jogos. Sei que dá para aplicar ao FFIX, por exemplo, mas não consegue resolver o problema dos FMV (o método anterior também não, enfim...). Aplicar um patch PPF (de PAL e/outros) na imagem (ISO) antes de gravar a cópia de segurança. A partir daí esses CDs serão tratados como se fossem sempre da região PAL (atenção: o sinal continua a ser NTSC - para mudarem o também o sinal terão que usar o PAL4U, já mencionado em cima). SOLUÇÃO 3 (A MELHOR) ==================== Utilizem o PAL4U para alterarem o sinal de NTSC para PAL e usem o programa SetRegion. Depois de queimar o CDr só precisam do PSXlaucher ou do uLauchELF. O PSXlaucher é muito mais rápido a arrancar que o ULE (pois não precisa de soft reboot), mas ao contrário do ULE só dá para PS2 slim. E pronto, podem voltar a apreciar os vossos jogos da PlayStation 1.

20100104

Partilhar ficheiros na PS3

Não dá, por isso decidi postar aqui algumas dicas para amortizar essa falha. Antigamente, com as PS3 fat (comprem-na), para além de retro-compatibilidade com jogos da PS1 (ou PSX) e PS2 (pelo menos, a primeira versão) também permitia instalar um sistema operativo à escolha, que geralmente recaía no "Yellow Dog", já que ao contrário dos restantes sistemas Linux foi concebido especificamente para esta consola. Com este OS extra (o da PlayStation3 é conhecido por "XMB") podíamos instalar emuladores (MAME, Snes, PS1, etc.), partilhar ficheiros na intranet com qualquer computador de casa... em suma, a PS3 era mais um PC, que para além de estar ligado à TV, permitia jogos da PS3 (como é natural), PS2, PS1 e ainda lia (e lê) CDA, SA-CD, Blu-rays da Europa, DVDs da Europa e Japão... era uma maravilha. Em futuros posts vou ensinar dois métodos para partilhar formatos multimédia (entenda-se "Áudio", "Video" e "Imagens"). Um dos métodos (o mais rápido, automático e sem bugs) é através do "Windows Media Player 11" e o outro usamos um software chamado "PS3 Media Server", que é bastante melhor (faz com que a PS3 leia todos os formatos multimédia), mas também exige PCs mais potentes. Fica aqui a explicação da necessidade de usar estes dois softwares para partilhar ficheiros do computador para o PC. Nos próximos posts coloco as instruções.

20091229

Conquest of Camelot - Excalibur

No jogo Conquest of Camelot: The Search for the Grail da Sierra, somos o pobre do rei Arthur que tem a missão de restaurar o seu reino Avalon que está em ruínas, devido ao relacionamento proibido entre a sua esposa Gwynevere e Launcelot. Para isso, temos de encontrar o Graal, que de alguma forma trará o equilíbrio de volta ao reino. Na imagem introdutória do jogo podemos ver a espada de Arthur, Excalibur, que usaremos no jogo para travar inúmeras batalhas (só me estou a lembrar de uma, a outra não conta porque foi contra um monge senil, mas não quero fazer spoilers...)
Se observarmos com atenção, podemos ver um símbolo cravado na espada. Este símbolo corresponde ao Caduceus, tipicamente descrito como um bastão de araulto envolto por duas serpentes em dupla hélice, e com asas. É conhecido na mitologia Grega como um pertence de Hermes (ou Mercúrio na mitologia Romana).
Para o caso de estarem a pensar o mesmo que eu pensei... não, não é este o símbolo utilizado para representar a Medicina. Esse é o "Rod of Asclepius" que é apenas um bastão envolto por uma serpente. Nas pesquisas que efectuei, não encontrei relação entre este símbolo e a Excalibur. Mas então, o que faz o Caduceus na Excalibur? Se jogarem este jogo, podem verificar que contém bastante mitologia na sua história, então vamos recorrer a ela. Existem vários mitos sobre este símbolo, todos eles a tentarem explicar o que fazem duas serpentes no bastão... mas o mais sugestivo para este caso, foi este: Certo dia Hermes viu duas serpentes envolvidas num combate mortal. Então, com o seu bastão, separou-as e trouxe a paz entre elas. Como resultado, o bastão com as duas serpentes ficou a ser visto como um sinal de paz. Entre outras explicações possíveis para encontrarmos o Caduceus na espada de Arthur, provavelmente os autores do jogo quiseram salientar o papel do rei Arthur na história, ao ser ele o único capaz de trazer a paz de volta a Avalon. Já agora, outro pormenor interessante, se olharmos com atenção, o próprio símbolo faz lembrar uma espada:

TIMEX COMPUTER 2048 - "MADE IN PORTUGAL"

O TC2048 foi um computador desenhado e produzido por Portugal em 1984 pela Timex de Portugal, Lda, um ramo da Timex Corporation, empresa Norte Americana Só por curiosidade, esta empresa começou com o fabrico de relógios com o nome Waterbury Watch e em 1880 criou o primeiro relógio de bolso mecânico a ter um preço acessível. Começou também, durante a I Guerra Mundial a fazer relógios de pulso, que se tornavam populares, e em 1933 fez história com a criação do primeiro relógio Mickey Mouse, com as mãos do rato a servir de ponteiros. Nos anos 80 surgiram rivais com mais sucesso na insdústria dos relógios, e a Timex Corporation dedicou-se, juntamente com a Sinclair Research Ltd, ao negócio de computadores domésticos. Foram assim criadas as séries de computadores domésticos Timex Sinclair, que sucederam os ZX Spectrum da Sinclair Research Ltd. (mais à frente, o negócio dos computadores ficou também para trás na corrida, mas a empresa voltou com os relógios Timex, hoje tão conhecidos) O TC2048 foi também exportado de Portugal para a Polónia (a Timex de Portugal teve de aceitar ser paga em mercadorias, com os então populares monitores Neptun 156 polacos que passaram a ser vendidos em Portugal com os TC) e Chile, e ao contrário do seu primo ZX Spectrum, o TC2048 possuía algumas melhorias significativas graças aos portugueses, que criaram várias novidades para o computador, o que levou ao seu sucesso. Quanto aos jogos, compatíveis com ZX Spectrum, encontravam-se em cassetes de áudio.
O software era codificado nas cassetes de áudio como uma sequência de pulsações com diferentes durações representando 0s e 1s. Isto fazia com que um programa de 48K demorasse aproximadamente 5 minutos a ler... Dizem as lendas que utilizadores mais experientes conseguiam até indicar o tipo de ficheiro (imagens ou programação BASIC) só pelo som da cassete... Se quiserem saber mais sobre esta tecnologia cliquem aqui.